Ok, eu não lembro muito bem o contexto, não sei se foi lendo alguma capa de DVD sobre Roma antiga, ou vendo algum documentário instrutivo do History que eu percebi que poucos lugares e pessoas abordam o tema em seus textos ou conversas. Sendo assim, achei que seria interessante fazer uma pesquisa a respeito, até para saciar minha própria curiosidade. Para começarmos, abordemos o comum hábito masculino (e assustadoramente, feminino em alguns casos) de se barbear. O primeiro barbeador que se tem noticia surgiu no período paleolítico, e não passava de uma concha marinha, mas receio que não tenha se tornado muito popular, visto que os povos que futuramente se seguiram ainda cultuavam uma boa e (quilo) métrica barba. Como exemplos, temos gregos e egípcios. Sócrates foi um dos que muito provavelmente portavam tamanha concentração peluda e tal hábito começou a se perder somente a partir de Alexandre, o Grande, que carinhosamente obrigou seus soldados a se livrarem das ditas, visto que seria muito fácil para o inimigo simplesmente puxá-los por lá. Já no Egito, os pelos faciais envolviam certa hierarquia. Inclusive as mulheres faraós possuíam suas barbas postiças para cerimônias especiais. Contudo, os religiosos já não possuíam qualquer espécie de pelos pelo corpo, chegando ao ápice de raspar até a própria sobrancelha, sob o argumento de se livrar de qualquer espécie de característica animal.
Por curiosidade, é interessante citar que a galerinha da mesopotâmia costumava usar aqueles estilos de barbas trançadas, que eram comumente passadas a ferro quente, com algo que muito se assemelhava à atual chapinha.
Os romanos já eram meio revoltados com barbas e, com exceção de alguns senadores, o padrão era um rosto livre de pelos, por questões sanitárias (convenhamos pessoas, os romanos eram dez vezes mais preocupados com higiene do que os gregos, vide o desenvolvimento de sistemas de esgotos invejáveis para a época). Inclusive, foi em Roma que surgiram as primeiras barbearias e os primeiros cremes para barbear, que tinham como base o Óleo de Oliva. Só que há quem diga que houve um período que as mulheres romanas se interessaram em cultivar os pêlos que os homens muitas vezes desprezavam através do uso de ungüentos e foi necessária uma atitude proibitiva do senado sobre essa questão.
Durante a Idade Média, o inimigo (um dos milhares) da igreja era o bigode, que era visto como algo diabólico. Na verdade, o bigode, desde os gregos, era meio satirizado e considerado incrivelmente... Jeca. Só que, como na Idade Média tudo era coisa do capeta, o pobre tufo de pêlos sobre os lábios entrou na lista negra da população. E em 1447, a Inglaterra proibiu o uso dos bigodes por simbolizar duas coisinhas: vaidade e... O povo francês. O que nos remete à falta de higiene romana, e, por conseqüência, a piadinhas sobre perfumes franceses e a suposta higiene de tal povo, feitas por muitos de nós e que não precisam ser comentadas aqui.
E agora chegamos ao ponto da história que provavelmente pode ter sido o nascimento dos transexuais de hoje (Just kidding). Pelos idos do século XIX a Europa viveu uma verdadeira popularização da vaidade masculina, a qual foi, com muito pesar, lamentada por Rousseau que afirmava que essa galerinha toda não passava de afeminados, o que não deixa de ser uma verdade. Sorte do Rousseau não ter vivido a popularização e modismo que é ser afeminado nos dias de hoje (sem críticas aos homossexuais, entenderam? Só que não temos como negar que parece que todos os homens de hoje se tornaram incrivelmente afeminados).
E chegamos agora à célebre invenção do:
Exatamente! E, pasmem, foi uma invenção americana. Seus criadores eram os irmãos Kampfe. Então por que o troço se chama Gillete, e não Kampfe? Porque esses dois foram burros o suficiente para permitir que outro homem chamado King Camp Gillette popularizasse o invento através da descoberta de um espacinho para lâminas ali. E então, de humildes cinquenta unidades vendidas no seu lançamento, o produto conseguiu aumentar em cerca de seis vezes a quantidade de aparelhos vendidos após três anos. Foi mais popularizado ainda quando surgiram estudos de natureza suspeita sobre o teórico fato de a barba conseguir abrigar cerca de duzentos mil micróbios.
Atualmente, barbas compridas muito nos lembram terroristas islâmicos e, claro, o Papai Noel. Até hoje, para os Indianos o bigode é um sinal de masculinidade (é você leu direito: se não tem bigode, é um maricas!).
A respeito dos pelos pubianos, encontrei pouca coisa. Sabe-se que na Grécia antiga as mulheres costumavam arrancá-los com a mão, na falta de uma cera quente (o que não melhora muito a situação das mulheres...). Já as árabes preparavam uma gororoba com açúcar, suco de limão e água e aplicavam na região da qual desejavam retirar os pelos e extraiam algum tempo depois, quando já estava seco. Ou seja, basicamente esse troço foi o antecessor da cera.
Há quem diga que os chineses possuíam uma crença (no mínimo hilária) na qual afirmavam que o aspecto dos pelos pubianos refletiam, na realidade, na personalidade da moça. Exemplo: Pêlos negros e abundantes significavam uma personalidade forte. Pêlos espessos e cerrados, uma moça apaixonada. Pêlos dourados, uma moça bondosa e por aí vai. Cá entre nós, se isso for realmente verdade: WTF pros chineses.
Bom, a maioria dessas curiosidades eu li na revista Aventuras na História, mas outras eu achei em fóruns na internet mesmo.Espero que tenham gostado/ignorem erros de digitação ou gramaticais/ Por hoje é só!
Até sei lá quando com o próximo post, que já possui assunto, mas vou deixá-los na expectativa de saber qual 8D
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
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