Duas coisas muito me irritam e em uma eu não acredito. As duas coisas são: pessoas com o prazer de ignorar as outras, sinceridade demais. E eu não acredito em igualdade. Por quê?
Começando a responder pelos motivos que me levam a ficar irritada. Com certeza ninguém gosta de falar com alguém e não obter resposta ou, na melhor das hipóteses, conseguir um simples grunhido mal-educado ou um olhar gélido. Sério. Se as pessoas têm problemas com quem quer que seja, seria muito bom se afastar, mas, em caso de possível encontro e possíveis trocas de bom dia, boa tarde ou boa noite, exercer o pouco de educação que deve ter tido em casa, afinal, a não ser que o ser seja mudo, ele tem a capacidade de falar. Quando me refiro a ignorar, trato o assunto nesse contexto, porque você estar conversando com alguém que simplesmente está conversando com outra pessoa e, por acaso não lhe escutou, não é ignorar. É vácuo mesmo. Quanto ao outro fator de irritação, passível de arrancamento de cabelos e o mais terrível e típico de filmes de horror, a sinceridade demais, cara, ela fede. Como qualquer animal sociável comum, eu prezo uma boa dose de sinceridade a ponto de a pessoa conseguir não ser falsa com as outras. Só que existem animais, há pessoas que não receberam o mínimo necessário de noção, que acham que podem simplesmente sair dizendo sua opinião para os outros e se martirizam por isso. Como se alguém fosse querer saber dos detalhes do ponto de vista de outrem, principalmente quando são desfavoráveis e ofensivos. Eu abomino, corro, me escondo de pessoas sinceras ao extremo. Daquele tipo de gente que, se por acaso você está conversando com sujeito A e resolve perguntar como está seu cabelo, essa pessoa chega e diz, como se a pergunta lhe fosse dirigida, que está uma merda e pergunta se você não conhece uma coisa chamada salão de beleza. Sério, eu não devo ser a única que não conseguiria ser amiga de um sujeitinho desses. Algumas verdades, por questões de boa convivência, podem ser ditas em outras ocasiões, em vez de sempre que vem à sua cabeça. Sinceridade demais, creio eu, é um sinal de má educação sim, claro, dependendo do contexto. E não, eu sou a última mortal que apóia a hipocrisia e a omissão de fatos. Só acredito que algumas coisas podem nunca serem ditas ou guardadas para mais tarde. E pronto.
Terceiro e último ponto: a igualdade. Queridos, igualdade é uma utopia. Um conto de fadas. Não existe. Acreditem em mim, eu sou otimista quanto a isso. E sim, eu acredito que possa existir uma sociedade agradável a todos, mas não com igualdade. Nem sociedades indígenas possuíam a plena igualdade (pajé e cacique que os digam). O que pode tornar a sociedade agradável e feliz é a equivalência. Sim. Os ricos, os pobres e os ‘classe média’ jamais deixarão de existir. Sempre haverá alguém mais rico e mais pobre que você. Mas pode existir o menos rico, o menos pobre e o classe média (é, classe média, se contente em estar no meio). Até na Suíça e em outros países com alto IDH existem pessoas com problemas financeiros, claro que nada comparáveis as Índia e África da vida. Porque lá nesses países de invejável qualidade de vida existe a equivalência. A igualdade simplesmente não combina com a natureza humana (infelizmente, ou não). Mas nada o impede de desgrudar a bundinha dessa cadeira, cama ou onde quer que você esteja sentado, sair daí e ajudar alguém que precisa. Pode ser um tio, um primo ou um morador de rua. Pode ser um animalzinho, uma criança ou um adulto. Afinal, a não ser que você seja psicopata (ler Mentes Perigosas para descobrir a definição), você tem a capacidade de se compadecer com a situação alheia. Trabalhemos pela equivalência, sim?
Bla bla bla a parte, as férias me trouxeram algumas boas coisas, entre elas, o fato de finalmente eu conseguir ler dois livros em duas semanas e não em um mês como eu preguiçosamente vinha fazendo. Para alguém que não viaja, não por causa da Gripe Suína (to fodendo pra Gripe Suína, eu não deixaria de viajar por ela. A Gripe comum mata muito mais gente há muito mais tempo, falomermo) e sim por causa da Crise Econômica (sim, culpe sempre a crise) ler é um bom remédio (jogar no computador também *sinal de positivo com o dedo*). E, embora a minha mãe ande meio emburrada com a minha leviandade e mania de ficar saindo quase todos os dias, é o que eu posso fazer para me divertir se não estou tirando fotinhos na Disney, São Paulo, Beach Park, Salinas ou Muro de Berlim. Ignorem o fato de o comentário ter saído excessivamente elitista (ou não).
Pronto, escrevi. Tchau pros que ficam.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Sinta-se à vontade para expressar sua opinião a respeito da minha :)